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Logotipo x Logomarca? Parte 2 ou Use simplesmente LOGO

Completando o assunto do post anterior , inicio este compartilhando um valioso aprendizado*.  Por muitos anos entendi o emprego dos termos LOGO e LOGOTIPO como correto e LOGOMARCA como equivocado.  É o resultado de uma crença reforçada por textos e imagens que circulam na web, afirmando que LOGOMARCA é um neologismo e que MARCA quer dizer "significado" em germânico.  Como encontrei estas informações repetidas vezes, inclusive em veículos com credibilidade - mas principalmente porque "casavam" com o que eu havia aprendido - aceitei-as como corretas (este match com o modelo mental é uma poderosa armadilha para não questioná-las). A pesquisa que fiz, mostrou-me que o termo LOGOMARCA faz sentido sim . Nova pesquisa mostrou-me também que LOGOMARCA não é um neologismo. Existe LOGOMARK no mercado americano.  Basta procurar Logotype vs. logomark no Google. Ou clique nos títulos que seguem: a. Logotype cv. logomark vs. logo: What is the difference?   b. Logo, Logomark, Logo
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Logotipo x Logomarca? Parte 1

Logotipo ou logomarca? Isso é inócuo como discutir futebol.  Mas é um assunto recorrente e como aprendi que o correto é logotipo - ou simplesmente logo - resolvi fazer a minha própria pesquisa a respeito desse assunto. Existe uma informação disseminada que LOGO vem de LÓGOS do grego, tendo como definição o termo SIGNIFICADO. TYPOS também é um termo grego, sendo definido como FIGURA. Logotipo seria então uma figura com significado. MARCA por sua vez, teria vindo do germânico e, como LOGO, é definido como SIGNIFICADO. Logomarca seria então SIGNIFICADO com ou do SIGNIFICADO. O que não faria sentido algum. Se esta informação é correta, por que tantas pessoas insistem em empregar o termo logomarca? Decidi pesquisar os termos para conferir a correção dessa informação. Busquei sites internacionais para evitar qualquer contaminação de sites ou dicionários na língua portuguesa. Vamos ao resultado. O termo LOGO No site alemão Educalingo , o termo LOGOS é explicado da seguinte forma: A antiga exp

A política inconsciente

Um exemplo de incoerência. Encontro nesse artigo publicado em 02.11.2020 um exemplo de como a política opera. Por ser a União Européia, normalmente classificada como um grupo político que age com discernimento e ponderação, o exemplo ganha mais valor. E os autores do artigo, pesquisadores europeus trabalhando para instituições sem viés político, credenciam o conteúdo sobremaneira. Segue abaixo a tradução livre do artigo publicado originalmente em alemão. Ao final, indico o link que leva ao artigo, publicado no portal spektrum.de - (anteriormente Wissenschaft-Online, é o portal online de ciências da revista Spektrum). Resumidamente, a UE propõe ser o 1o. continente neutro para o clima até 2050. É o Green Deal. O que parece ser louvável. E seria se fosse uma proposta ética e coerente. Porque de fato, o que a UE propõe, é importar grande parte do que consome de países sem esta proposta. Algo que os autores definem com muita clareza como:  "...  o resultado final é que os estados mem

O Manifesto da Marca

Com certeza você já ouviu falar de Manifesto da Marca. O que é isto? Checando em um dicionário, você fatalmente encontrará os seguintes sinônimos para manifesto: declaração, anúncio, exposição. O Manifesto da Marca é um mix desses três: uma declaração que anuncia e expõe no que a marca acredita. Por meio de um manifesto a marca abre o seu peito e apresenta a sua verdade.  É naquilo que ela acredita, é o seu DNA, a sua alma, o seu chamado - podemos denominar como desejarmos - é o que a motiva e o que ela considera inegociável. Explico sempre que é como uma declaração de amor da marca ao mercado e aos seus clientes: "Isto sou eu. É o que me estimula todos os dias a levantar e trabalhar com prazer e afinco. Se você gosta do que vê, se você enxerga seus valores pessoais refletidos aqui, convido você a caminhar ao meu lado." Um manifesto não fala de serviços e não fala de produtos. Um manifesto não tem função vendedora.  Sua função é mostrar que a marca tem uma visão que transcend

Porque o mundo vai dar certo.

O pensamento que podemos mudar o mundo em um dia é fascinante. Se todos nós levantarmos amanhã e agirmos conscientes de nossa interconexão, olharemos com descrédito para guerras, preconceitos, ódio e agressões. Esta interconexão é explicada no filme I am  do diretor Tom Shadyac. Ele narra como a percepção da volatilidade da sua existência alterou sua visão de mundo. E como diretor de sucesso em Hollywood, com recursos financeiros e técnicos à disposição, produziu um documentário brilhante que deveria ser obrigatório em todas as escolas do mundo.  O engraçado é que o mundo que ele desnuda com duas perguntas, O que está errado no mundo? e O que podemos fazer a respeito? é justamente o mundo que financiava a produção e a divulgação de seus sucessos anteriores. Isso não ocorreu com o documentário I am. Há algo muito distorcido nisso. Não tive uma experiência de quase morte, mas senti um desconforto similar anos atrás como empresário no ramo publicitário. Clientes e verbas sempre maiores,